Se você esta lendo este texto, é porque não faço mais parte do ensino médio, quero dizer... pelo menos é o que meus últimos boletins indicam, e não fazer mais parte do ensino médio não é ruim, muito pelo contrário, me sinto ansioso, empolgado e principalmente... preparado, sinto que já esta na hora de mudar de âmbito escolar e social, e acredito que estes últimos 3 anos serviram para isso.
Admito que seria muito legal contar sobre toda a minha trajetória na escola, desde o 6º, mas o ensino médio foi uma parte essencial para minha vida, foi o período que definiu os rumos que eu tomaria e me definiu, então vou começar por 1 de fevereiro de 2016.
2016 é meu ano favorito, marcado por felicidade, inocência, diversão e algumas recaídas. Este deveria ser o ano em que eu me mudaria de escola ou como eu definia na época: "Uma tentativa para uma vida nova". Foi uma fase um pouco confusa, eu havia saído de uma situação complicada envolvendo cyberbullyng havia poucos meses e estava certo da minha vaga na Etec, mas desisti em cima da hora. Mesmo após ter feito uma festa de despedida e até alguns planos, eu não sabia explicar a razão, parecia uma "força maior" ou algo assim que me induziu à isso, e hoje, agradeço à esta "força maior".
Comecei o ano motivado, senti que precisava me redimir, era um espírito novo que habitava aquele corpo, e funcionou, por incrível que pareça, foquei nos meus estudos e ajudei outros colegas da minha sala a se saírem bem também, para falar a verdade o ano foi mais sobre isso: empatia, altruísmo e união. Éramos tão "jovens" e pensávamos tanto uns nos outros.
São muitas memórias boas que tenho com meus amigos do 1º C, que vão desde o trabalho de Sociologia, onde eu e meus amigos visitamos o Museu da Energia durante várias semanas seguidas:
Ou quando passamos meses realizando testes de lançamentos de foguetes para participarmos de uma competição nacional:
Também tem o dia que nós "trocamos" de sexo:
E imagine a nossa felicidade em ganhar a medalha de 3º lugar na Interclasse? Foi um 3º lugar tão... suado!
Era tudo tão simples:
Mas a felicidade era imensa:
É estranho imaginar que em um desses nossos diversos encontros em grupo, foi a última vez que estivemos juntos, e nós nem percebemos...
Mas, 2016 não foi marcado apenas por momentos bons e felizes, também houveram dias sombrios. Dias em que me olhava no espelho e não me reconhecia, ou simplesmente não queria me reconhecer, não queria meu cabelo; meus olhos; meu sorriso, eu não queria meu corpo. Eu só sentia dor, mas não era uma dor física, era uma dor psicológica, a dor de se sentir feio, como se eu fosse um objeto danificado que não podia ser mandado para conserto. Isto não foram algumas semanas, foram meses. Haviam dias que eu simplesmente não ia à escola por me achar feio. E eu não sabia direito o que eu precisava, mas eu buscava mudar meu estilo e aparência sempre que podia, um corte diferente ou uma acessório que me fizesse sentir-se bonito.
Eu enfrentei esta luta sozinho, até um momento que não pude mais suportar, e dividi com meus pais, o que na época era algo muito difícil a se fazer, e eles me deram o maior apoio moral. Logo, nós 3 começamos a viver uma rotina de nutricionista e uma alimentação mais saudável, para ser sincero, não durou muito, o que não significa que eu estava mal, nesta fase, que foi bem perto do início de 2017, eu já estava melhorando e entrando em um novo ciclo, que eu já, já falo dele...
Antes de avançarmos um pouco na nossa máquina do tempo e irmos para 2017, gostaria apenas de citar o meu momento favorito de 2016 e o mais marcante: O dia 26 de Agosto, que foi quando fiquei frente a frente com 300 ou talvez mais pessoas para cantar "Photograph" e "Tudo de bom". Foi aterrorizante, bom, desafiador... não sei explicar, foi uma grande mistura de coisas que senti no momento, e só me lembro de não lembrar nada, eu simplesmente subi ao palco e desci sem saber o que estava acontecendo, só me recordei após assistir o vídeo do que aconteceu:
E após tudo isso, agora, acho que posso considerar meu 2016 como encerrado.
Então, vamos direto para 2017. Um ano de altos e baixos, com muito aprendizado. O início não foi um dos melhores, eu estava transitando entre a minha fase de autoaceitação, sendo que eu não tinha noção de que o pior estava por vir, e para situação ficar melhor, eu e boa parte dos meus amigos fomos designados à ficar em salas distintas, isso aconteceu devido o fato de no 1° ano serem 3 salas, e no 2° serem apenas 2, ou seja, alguma teria de ser divida, e a escolhida foi o 1°C. No fundo todos sabíamos dessa possibilidade, mas isso não quer dizer que foi fácil de aceitar, pelo contrário, na época nós, órfãos do 1°C, nos juntamos diversas vezes frente à diretoria para recorrer ao direto de mudança de sala, algo que eles afirmavam ser impossível, mas sabíamos que não era. O meu problema
começou a surgir quando eu não sabia mais pelo que estava lutando. A lista foi
liberada nas férias, e embora a tristeza e decepção de muitos, eu senti algo
estranho, senti que talvez não fosse tão ruim mudar de sala... Seriam novos amigos,
uma nova história, mas eu não podia compartilhar esta ideia com ninguém, exceto
uma amiga de confiança que eu tinha, que não era do 1°C, ela me apoiou o tempo todo embora também concordasse que a melhor opção seria voltar com os amigos dela,
assim como eu queria. Eu fiquei com essa ideia por dias, foi uma forma de ser
otimista, até começarem as aulas e eu definitivamente não suportar ficar longe
dos meus amigos, assim como meus outros amigos que foram mandados para aquela
sala comigo.
Lutamos, discutimos, todos os dias, mas de nada adiantava, ninguém ligava para o que fazíamos, nem os alunos, professores e nem a própria diretoria, pois, para eles, éramos uma bando de crianças mimadas. Logo, se iniciou o desânimo geral e eu, comecei a duvidar dos meus ideais. Eu queria todos juntos novamente, mas não queria mudar de sala, queria eles comigo apenas, todavia, eles queriam o mesmo, que fôssemos com eles. Essa "luta" por direitos durou apenas as 2 primeiras semanas de aula. A única opção foi desistir.
E lá estavam eu e mais meia dúzia de desajeitados perdidos no 2°A:
Lutamos, discutimos, todos os dias, mas de nada adiantava, ninguém ligava para o que fazíamos, nem os alunos, professores e nem a própria diretoria, pois, para eles, éramos uma bando de crianças mimadas. Logo, se iniciou o desânimo geral e eu, comecei a duvidar dos meus ideais. Eu queria todos juntos novamente, mas não queria mudar de sala, queria eles comigo apenas, todavia, eles queriam o mesmo, que fôssemos com eles. Essa "luta" por direitos durou apenas as 2 primeiras semanas de aula. A única opção foi desistir.
E lá estavam eu e mais meia dúzia de desajeitados perdidos no 2°A:

Aquele ambiente era estranho para mim, parecia mais um ringue onde o vencedor sempre era quem possuía o maior ego. Não era este tipo de ambiente que eu queria, então tentei o contrário, unir as maiores e melhores mentes da sala em grupos para trabalharmos em prol do benefício coletivo, isso funcionou nos primeiros trabalhos, mas depois a ideia desandou, porque o objetivo de alguns não era nos unir, mas sim nos separar para poder se enfrentar e ver quem é o melhor. Foi cansativo, mas eu me adaptei, se eles queriam a pior versão de mim, eles tiveram.
Em 2016, dois projetos foram essenciais para meu crescimento pessoal e participação escolar, que foram: O Grêmio estudantil e o trabalho voluntário na escola. Logicamente em 2017, continuei fazendo parte de ambos, só que com uma diferença, me tornei presidente do Grêmio. Alguns alunos do 3° me conheciam e acharam que eu seria a melhor opção para o cargo, e ainda pediram sugestão de uma boa pessoa para ser meu vice, e eu sabia exatamente quem seria a melhor opção, e eu acertei em cheio. O Grêmio foi se tornando bem estressante com o tempo, ainda me lembro de nossas primeiras reuniões, um grupo de jovens com uma cabeça cheia de ideias e motivados a mudar não só a escola, como toda a comunidade:

Os sonhos duraram pouco, e logo a nossa Chapa parecia mais um reality show, onde a cada mês um membro diferente saía. Tínhamos uma barreira enorme entre nossas propostas e a realidade, isso foi o que desmotivou muitos dos membros, principalmente os do 3° que saíram todos. Deixando apenas eu, minha vice e a presidente da cultura. Os projetos de voluntariado continuaram firmes e fortes, com a escassez de funcionários e a ausência de professores se tornando frequente, o número de alunos voluntários que iam ajudar a cuidar de salas de aulas, aumentou. Eu era um desses alunos, e esse projeto me deu uma luz tão grande e me fez considerar diversas vezes a carreira de professor, aliás, é algo que ainda cogito.
Eu estranhei bastante no início, mas quando percebi, já havia criado um vínculo legal com muitos alunos do 2ºA:

Fiz amigos que jurava que eram para toda a vida, não foi assim, mas naquele momento foi bom, aquele momento que eu precisava, eles estavam lá, e eu tenho tantas memórias boas. Tardes inteiras que passamos assistindo clipes ou filmes, ao invés de estudar, segredos que contávamos uns aos outros, e principalmente conversas, conversas sobre tudo, lições, música, fotos, comida e principalmente... Sexo. Todo assunto independente do tema sempre se encerrava com piadas ou contos sobre sexo, nossos professores riam e diziam que era normal da nossa idade, embora eu duvidasse.
Aliás, por falar em sexo... 2017 também foi o ano em que descobri muito sobre mim e me impressionei com a forma que as coisas aconteceram. Durante muito tempo passei por problemas de baixa autoestima, e quando finalmente me aceitei e deixei de me preocupar, repentinamente comecei a emagrecer, me sentir mais bonito e a notar olhares diferentes de colegas e pessoas na rua também, aquilo fazia eu me sentir bem. Entretanto, após superar este problema, surgiu outro, na verdade, ele sempre existiu, mas agora se tornou evidente, pois, eu estava em um momento diferente da minha vida, um momento onde meus desejos e vontades floresceram, e iam se tornando cada vez mais fortes, e depois de tanto me prender, decidi me libertar, e foi tudo tão novo, tão diferente, tão... bom. Mas, eu não tinha para quem contar, eu sentia essa necessidade, mas, não podia, eu era diferente, dos meus amigos, dos meus pais, de todos. E se eu não sabia como lidar, porque eu contaria à outra pessoa? Essa dúvida me perseguiu durante 2 semanas após minha primeira experiência, até o dia 29/04, que foi quando não consegui mais guardar o segredo, e em um texto para uma das pessoas que mais confio eu contei tudo. Era só um beijo né? O que tinha de mau nisso? E contar foi como se eu tivesse tirado todo o peso das minhas costas. Minha amiga não me julgou, ela já fez até pior, recebi apoio e conforto, e o que não previmos era que eu entraria em uma rotina, da qual eu dificilmente conseguiria sair. Algumas semanas se passaram e comecei a sair com maior frequência, conhecer novas pessoas, novos lugares, novas aventuras e sentia cada vez mais vontade de contar às pessoas, logo, 2, 3, 4 amigos meus já sabiam, sendo que tudo partia da minha própria boca, e adorávamos, contávamos tudo uns aos outros, e não via a gravidade disso.
Com o tempo comecei a sentir as consequências, talvez fosse coisa da minha cabeça, mas eu me sentia exposto, não era o momento certo para todos saberem, e eu sentia que pessoas além das que eu tinha contado, sabiam. E então, entrei em um paradoxo de piadas, histórias minhas sendo contadas em voz alta, e muitas vezes, vergonha por pessoas que não tinham nada haver com minha vida, mas que sabiam muito sobre ela. Eu demorei, mas quando finalmente senti a necessidade, no auge de um tema polêmico que estava sendo amplamente discutido, proferi em voz alta, na frente de toda a sala: "Eu não sei se vocês pensam que alguém escolhe ficar doente, eu não escolhi 'ficar' doente, eu não escolhi ser gay". De alguns alunos vi lágrimas escorreram, olhares de orgulho, olhares surpresos e alguns poucos de desprezo, mas, naquele momento me senti mais corajoso do que em qualquer outro momento da minha vida, não me importava o que me dissessem, nada mais importava. Às vezes ouço de algumas pessoas que um homem que se assume para a sociedade, é o homem com mais culhão que existe, e, aquele foi o momento em que me mais me senti homem. A partir daquele momento eu era eu, e embora tenha passado muitas noites chorando e me questionando o por que ser diferente dos meus amigos, finalmente entendi que havia um propósito maior, e ainda não tinha noção da responsabilidade que eu carregava comigo.
Embora houvesse muitas desavenças entre os alunos do 2°A, éramos a melhor sala de toda a escola, a batalha de egos para ver quem era o melhor, resultou em diversos trabalhos incríveis.
Um deles é o de biologia, a maquete da célula vegetal, que gastamos horrores, mas que teve um resultado final muito bom:

Teve o brigadeiro prateado que além de fazermos nossa primeira apresentação bilíngue, também distribuímos brigadeiros deliciosos:

E por último, mas não menos importante, o documentário. Para ser sincero, eu nunca senti tanto estresse em toda a minha vida, sou muito detalhista e dedicado, e está foi uma oportunidade perfeita para demonstrar minhas habilidades de cinema, óbvio, que não posso deixar de creditar meus colegas de trabalho, porém, eu tomei frente da maior parte do trabalho como diretor principal. Com a ajuda dos meus amigos, escrevi, dirigi e editei quase todo o conteúdo, e foi por vontade própria, pois, queria superar minhas próprias barreiras, mas foi exatamente isso que me causou o estresse, e ele foi tanto que adoeci na semana final do projeto, e precisei tomar soro, o que resultou em alguns dias em casa, que foram o suficientes para editar e lançar a versão final, que nos garantiu o 1° lugar.
Não me importei com recompensa, nem nada, apenas fiquei emocionado de ter nosso mérito reconhecido, pois, mesmo tendo feito muita coisa sozinho, não teria saído nada se não fosse por meus amigos e até hoje me sinto infinitamente grato e ao mesmo tempo péssimo por ter cortado a cena de uma amiga minha da versão final, na época não entendi o porque de ela ter ficado mau, hoje entendo a gravidade do caso, só espero que ela não guarde rancor algum disso:
Muita coisa aconteceu em 2017. Coisas que afetaram na forma como eu iria tomar rumos em minha vida, algumas ruins e outras boas, e se tem algo que não posso deixar de citar, são os encontros em grupo, se tem um ano que ocorreu muitos encontros foi o ano de 2017, seja para trabalhos

Conversar...

Sair...

Ou principalmente para festas surpresas. Foi um ano cheio de festas surpresas, porém, teve uma muito especial, a minha. Este é um dos melhores momentos de 2017 e de toda a minha vida, ver todos os meus amigos juntos, aqueles que estudava ou estudei, pessoas que, na época, eu nem conversava, todos juntos na minha casa, na minha festa de aniversário, que foi planejada pela minha melhor amiga. Esta é uma daquelas memórias que não pode ser guardada, ela deve ser compartilhada, pois é ali que tem muito da minha felicidade, gratidão e otimismo:

E é assim que posso considerar encerrado meu ano de 2017.
2017 havia sido o ano que passara mais rápido em toda minha vida, pelo menos, até chegar o ano de 2018.
Houveram algumas recaídas no início de 2017, porém, conforme os meses foram passando, muitas coisas foram melhorando, o que acarretou em uma enorme expectativa no ano 2018. Eu lembro do último dia do ano, em que eu estava otimista, tinha certeza de que tudo daria certo, de que seria meu melhor ano e... Não foi bem assim, quero dizer, o ano não está sendo ruim, aconteceram muitas coisas boas, por exemplo, consegui meu primeiro emprego, conheci a praia pela primeira vez, estou me sentindo super bem comigo mesmo, me sinto ótimo, entre muitas outras coisas boas, porém o ano foi péssimo, principalmente por um motivo que apesar de bobo, para mim é algo novo: Aprendi a perder. Em minha vida sempre tive tudo do bom e do melhor, muitos amigos, sempre fiquei em 1°, todavia as coisas aconteciam de forma diferente. Este ano, não consegui reeleger minha chapa no Grêmio, perdi em uma competição de redação da qual eu havia participado no ano anterior e ficado em 1°, na competição nacional de lançamento de foguetes que participava desde 2016, quase não participei devido a rotina do trabalho, e nem se quer ganhamos, igual aconteceu no ano anterior, rompi muitas amizades que eu adorava e me afastei de muitas que me faziam super bem, a minha sala passou da melhor para a mais decepcionante, eu sei que isso não é minha culpa, estou me esforçando, porém, perdi o brilho nos meus olhos, não vejo mais as coisas como antes, vejo as pessoas todos os dias ao meu lado, mas me sinto sozinho. Uma vez alguém me disse que eu atraía apenas aquilo que eu sentia, é estranho, tentei ser positivo até onde deu, quero dizer, ainda estou tentando, talvez demore um pouco, pois, sinto que meu ano está começando a valer à pena agora com a presença de algumas pessoas especiais.
Mas, saindo desse lado mais melancólico, acredito que todas as coisas negativas, as derrotas principalmente, irão acrescentar muita experiência ao meu "currículo da vida". Prefiro sempre pensar no lado positivo das coisas. Até porque eu não sabia perder e não aceitava com facilidade, este ano precisei aceitar calado e reavaliar à mim mesmo como ser humano. Entretanto, o fato de eu estar preparado não quer dizer que eu queira continuar perdendo, muito pelo contrário, quero muita Vitória na minha vida ainda, e também na vida dos meus amigos. Vez ou outra me pego olhando para meus amigos e colegas de classe, imaginando o que vai ser deles no futuro, eu gostaria tanto que eles realizassem seus sonhos, queria ver meu amigo se tornar dentista, uma amiga arquiteta, uma professora ou professor, veterinários, médicos, artistas, comissários de bordo, jogadores de futebol, o que fosse, mas queria ver sonhos realizados. E falar disso me faz lembrar da feira de profissões que fizemos neste ano, cada aluno a caráter vendendo seus sonhos:
Eu também tenho meus sonhos... E são tantos, quero viajar o mundo, quero viver em paz com o amor da minha vida, poder recompensar cada pessoa que um dia fez algo por mim, quero poder cantar muito ainda, viver feliz... Porém, eu preciso dar um passo de cada vez, e já decidi por onde vou começar... Faculdade de direito, não me pergunte, até este exato momento não sei nem onde vou cursar e nem como vou pagar, admito que isso me preocupa um pouco, mas não vou parar por nada e nada impede de concluir este curso, é algo que quero muito e planejo logo para o início de 2019, você que está lendo isso, me deseje sorte, por favor, eu demorei muito para tomar uma decisão e agora quero muito realizar este sonho.
Eu tenho uma teoria: Minha sala, atualmente o 3°A, manteve o posto de melhor durante o ano passado inteiro, e perdeu esse posto justamente quando a competitividade acabou, os professores dizem que o ego subiu a cabeça, e puxaram tanto o nosso saco que este foi o resultado, não acho que foi isso, na verdade ninguém nunca ligou muito para status, nossa intenção sempre foi aparecer seja para bom ou para mau, e isto fazemos com maestria. Admito que senti um pouco de desânimo de muitos, inclusive de mim, hoje, não sinto mais ⅓ da vontade que eu sentia no 1° ano de estudar, ainda me dedico, mas não me esforço mais tanto, e também notei isso nos demais alunos da sala. Todavia, não posso diminuir a capacidade de ninguém ali, incluindo a mim mesmo, todos ali tem inteligência, são capazes de ir muito mais longe e ainda continuam sendo os melhores nos corações de cada aluno:
O meu desânimo não significa que vou parar, eu quero continuar estudando, apenas, desanimei desse ambiente, destes rostos, desta rotina. O ser humano é tão curioso, né? De repente, queremos muito algo, e em outro momento não. Lembro de 2012, quando entrei na escola, medo, ansiedade e uma pitada de ódio, eu não queria estar lá, preferia uma escola melhor, em um bairro melhor, e não sentir vergonha de dizer que estudava em uma escola de periferia. Incrível como viver e entender a realidade do próximo pode alterar totalmente sua perspectiva do mundo, e logo, eu não queria mais sair de lá, queria ser acolhido, entender mais como funciona e ajudar ela a crescer. Eu me desprendi desse meu pensamento de ódio e adquiri um desejo de legado. Legado? O que é um legado? Eu não tinha noção do que era, mas eu queria deixar um. Eu queria ser lembrado, queria ser o tipo de aluno que todos aqueles que passassem depois me conhecessem, não era impossível, e ainda não é, mesmo agora na reta final, mas hoje vejo as coisas de uma forma diferente. Um legado não se deixa, se constrói, e eu construí o meu em um período de 7 anos que frequentei a Escola Professora Priscila de Fátima Pinto. Em cada dia desses 7 anos, eu fui especial para a vida de alguém, e alguém foi especial na minha, muitas pessoas entraram e saíram, não estou na memória de todos, mas em algum momento participei da história delas, e em algumas estou até guardado em seus corações. Legado é sobre isso, o significado que você teve na vida de alguém durante sua passagem, seja positivo ou negativo. Isso inclui à todos, professores, amigos e até nossos inimigos. E uma coisa que posso afirmar é que os 3ºA e o 3ºB deixaram um legado que será eternizado na escola, como as últimas salas a conhecerem a diretora falecida Priscila de Fátima, em 2012, os primeiros 3ºs do novo diretor, as salas com maior desempenho didático e as mais icônicas de todos os anos, essas afirmações não são minhas, são de todos que nos conheceram:
Eu espero ter deixado meu legado na vida de cada pessoa que fez parte da minha vida e inclusive na de você que está lendo.
Eu espero ter deixado meu legado na vida de cada pessoa que fez parte da minha vida e inclusive na de você que está lendo.
Gostaria de fazer um imenso agradecimento à cada um que fez parte da minha vida desde 2012 e que me ajudou a me tornar o que sou hoje:
Muito obrigado, Marcelo, por me dar esta oportunidade de escrever este texto, de ser uma das minhas grandes motivações, por me ouvir e por me aconselhar, por não só ser um professor como também um amigo, continue lutando pelos seus sonhos e nunca deixe de acreditar nos seus alunos, assim como nunca desistiu de mim e para finalizar só queria agradecer pelo grito que você me deu no 6º ano na frente de todos os alunos, por eu estar andando pela sala distribuindo jogos de PS2 enquanto você explicava, isso me ajudou a me tornar mais focado na aula e me fez perceber que não importa o quanto eu saiba, eu ainda não sei de nada:
E nesses 3 últimos anos tive o prazer de conhecer a Conceição, simplesmente uma das mulheres mais inteligentes que conheci, carinhosa, gentil e tem um coração gigante que abraça à todos, no início ela vai ser meio difícil de lidar, vai agir como se tivesse um coração peludo, mas ela não tem, é um amorzinho de pessoa. Queria agradecer particularmente à ela por persistir em mim e nos meninos até o fim, durante o campeonato nacional de lançamento de foguetes, por manter a esperança e nos manter esperançosos... e uma dica: Não ouse falar mal da aula dela:
E não me esqueci da Yara, uma pessoa maravilhosa, tem um humor que pode mudar a qualquer momento, mas é sempre divertida, e vive procurando um equilíbrio entre o profissionalismo e a amizade, e ela encontra muito bem, tem uma audição de ponta e é uma mulher muito esforçada, além de possuir uma família linda:
Também gostaria de agradecer a Célia por ter um coração tão grande, por nunca olhar com desprezo e muito menos ver maldade em seus alunos, o mundo não merece ela, mas ela está aqui todos os dias batalhando pelos sonhos de seus alunos, e eu particularmente quero retribuir tudo que ela já fez por mim, inclusive por me colocar naquele palco pela primeira vez e fazer isso se repetir:
Um obrigado especial à minha melhor amiga, Maria Vitória, me apoiou, me suportou, me aconselhou, me acolheu, fomos psicólogos um do outro nestes últimos anos, uma amizade que floresceu do nada e se tornou algo tão importante para mim e espero que para ela também. Me conhece da cabeça aos pés, sabe os meus segredos mais obscuros e tivemos a experiência de primeiro emprego juntos, é muita coisa para um texto tão pequeno, mas ela sabe o quanto sou grato:
Lucas e Luiz são aqueles amigos que eu queria morar junto só para rir muito e contar as nossas mágoas uns aos outros todos os dias, são os humanos que mais tenho orgulho de chamar de amigos, foram e ainda vão ser muito importantes na minha vida:
E essas ridículas foram responsáveis por diversos momentos divertidos e de crescimento pessoal em minha vida, não sei o que eu seria sem elas, e embora não estejamos tão próximos quanto antes, desejo toda a felicidade do mundo à vocês, Duda e Karina:
Vamos falar sobre beleza? Porque logo abaixo estão as minhas amigas mais bonitas, sexys e gostosas, elas tem seus altos e baixos, porém, acho que todo mundo precisa de uma Mayara e uma Anne para adocicar e apimentar a vida:
Mas é claro que não poderiam faltar Eduardo e Carol, o menino que passou de meu maior inimigo para um dos meus amigos e a menina que sempre esteve comigo nos momentos bons e ruins, queria agradecer a Carol por aguentar comigo as reuniões do Grêmio, sempre participar de tudo comigo e nunca deixar de acreditar em mim, Luis você ainda vai voar muito... Já contei que quis ser amigo de vocês de desde quando os vi dançando juntos em 2016?
E esse trio aqui que não podia faltar? Lívia obrigado por me fazer rir muito e ser uma pessoa tão legal, espero que você realize seus sonhos. Luciene, digo o mesmo para você, você é uma das melhores pessoas deste mundo e merece tudo que ele tem de bom, queria que você se enxergasse da mesma forma. Bia obrigado por me dar tantos motivos para falar mal de você... brincadeiras à parte, te adoro muito e desejo tudo de bom:
Sinto uma saudade tão grande de vocês dois, uma pena não estarem perto de mim, desejo tudo de bom à vocês, seus nóias, obrigado por tudo, Davy e Jonathan:
E esses quarteto que foi responsável pela maior felicidade que tive nestes anos, obrigado por tudo Bia (Xefa), Jean, Bianca e Dayane:

E por último, mas não menos importante, queria agradecer à quem mais me ajudou em todos esses anos:


E por último, mas não menos importante, queria agradecer à quem mais me ajudou em todos esses anos:

Obrigado também Yasmin, Mateus, Lucas, Wesley, Gabriel, Katiuscia, Daniela, Evellyn, Rafael, Lucílio, Marina, Davi, Thalita, Júlia, Mônica, Eduardo, Cristininha, Denise, Wagner, Reinaldo, Juliana, Patricia, Mariana, Marcelino, Moises, Renato, Rita, Marta, Silvana, José Eduardo, Evandro, Rodrigo, Elaine, Fatiminha, Alie Marie, Vera, Victor, Elisabete e muitos outras pessoas... Neste exato momento meu 2018 ainda não acabou, mas para você que está lendo provavelmente já, todavia, eu disse tudo que eu precisava, então, também tenho esse direito de considerar como finalizado... Aliás, te contei tanto sobre mim esse tempo todo e acabei esquecendo de me apresentar... Prazer, João!






















2018 foi um ano especial, porque te conheci . Agradeco a Deus por esse encontro magico, que deu um up em minha vida e descobrir um sentimebro ate entao nao experimentado em toda vida. Obrigado por partilhar um pouco de sua historia de vida e desejo que ela tenha un futuro de sucesso e realizações. Acredito que todos temos o direito de ser tudo aquilo que nascemos pra ser: felizes, saudaveis, prosperos. Ser amor e luz, semelhantes ao nosso criador . PRAZER EM TE CONHECER, GIOVANI!
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